Se há uma coisa que nos colocou em um único patamar em todos os sentidos, foi a necessidade do isolamento social com a pandemia do COVID-19. Algo que nenhum de nós jamais havia imaginado acontecer. E nos mostrou como de um dia para o outro tudo pode mudar.

A partir desse cenário, veio os desafios e mudanças de hábitos que não por escolha, mexeram com tudo a nossa volta. A forma de trabalhar foi uma delas.

Algumas empresas já tinham o entendimento e a prática do home office, mas nesse novo cenário, até as que eram resistentes a essa proposta, precisaram se adaptar e criar formas de trabalhar à distância.

E como é liderar equipes dentro dessas diferenças? O que muda, quais os novos desafios, semelhanças, um é melhor que o outro… são questões importantes de serem aprendidas, pois um bom líder tem que estar preparado para todos esses cenários.

E falando em cenário, além de trabalho presencial e trabalho à distância, precisamos incluir outra modalidade que também foi potencializada, o trabalho hibrido, que inclui as duas formas juntas: parte home office, parte presencial.

Uma pesquisa feita em 2022, pela consultoria Robert Half, mostrou que 48% das empresas aderiram ao sistema hibrido. Enquanto, 38% delas ainda preferem o sistema todo presencial e apenas 3% optaram por um regime totalmente à distância. Mas, ainda existe um percentual de 11% de empresas que ainda não definiu seu modelo de trabalho.

A pesquisa também ouviu os colaboradores, e trouxe uma insatisfação ao modelo presencial. Uma vez que há um desgaste com o deslocamento até o local de trabalho, e a insatisfação em precisar fazer mudança de uma rotina já ajustada com o propósito de estar mais próximo da família.  Motivos alegados por 61% dos entrevistados, que também disseram que pretendem mudar de empresa, caso o presencial seja a única opção.

 

Diferença entre liderar uma equipe presencial e remota

Tudo ainda é muito novo, e todos nós estamos aprendendo com esses cenários, quase, pós-pandêmico. Porém, se esse hábito de trabalhar a distância for consolidado e ampliado, algumas adaptações serão necessárias, incluindo também a forma de liderar.

Um líder com equipe remota tem os mesmos desafios de um líder presencial. Seu papel continua sendo acompanhar e direcionar o trabalho, buscando um objetivo em comum. No entanto, por ser uma rotina de trabalho diferente, dois pontos são ainda mais importantes dentro desse modelo: manter a equipe motivada e ter confiança nela.

Se o líder não confiar que seu time é capaz de cumprir seu dever, mesmo não estando debaixo de seus olhos, ao invés de trazer soluções, irá atrair problemas ao desconfiar da conduta, ou pressionar demais gerando ansiedade.

Algumas coisas precisam ser definidas no modelo à distância. Como quais os canais de comunicação – e-mail, celular, aplicativos etc., que o time todo vai utilizar para trabalhar em conjunto, além de reforçar limites para as relações de trabalho.

Não é por que o colaborador está trabalhando em casa, por exemplo, que ele está disponível 24 horas por dia. Por outro lado, o fato de estar longe de um ambiente de trabalho formal, não significa que o trabalho será feito quando der ou quando o colaborador quiser.

É necessário ter coerência e responsabilidade com as funções a serem desempenhadas de ambas as partes. Essa maturidade é uma característica que todo profissional, líder ou não, que trabalha a distância precisa ter.

Aquele ambiente bacana, de pessoas felizes, que ocasionalmente podem ter em um ambiente físico em comum, à distância fica mais difícil de reproduzir. Por isso, é fundamental motivar cada integrante, mesmo nem os conhecendo pessoalmente.

Ainda que existam recursos como câmeras que ajudam em reuniões por videoconferências, o excesso desse artifício pode provocar um fenômeno chamado Fadiga do Zoom.

É um estresse causado pela exposição excessiva a essa tecnologia. Ao ficarmos muito tempo ‘encarando’ outras pessoas pela tela do computador, o que na vida real acontece quando somos muito íntimos, ou quando recebemos algum tipo de ameaça de um possível agressor. O que gera um desconforto e interfere no processo de bem-estar.

Outra desvantagem, é que virtualmente não dispomos de uma visão periférica, e quando não há esse recurso, nosso cérebro fica trabalhando para fazer essa leitura espacial o que o faz trabalhar em vão.

Exemplos que ilustram que o desempenho do colaborador, pode precisar de mais estimulo do que por via presencial. Para que a produtividade, a performance e a saúde dos integrantes do time sejam preservados.

 

Benefícios e desvantagens de cada um dos modelos

Como tudo na vida, há os dois lados da moeda. O que para uns pode ser a solução, para outros pode ser um problema.

Há trabalhos em que é preciso sentar perto, estimular, ensinar como é feito e para quê é feito. O que gera empatia e motivação, nesse caso o presencial é muito mais eficaz. Por melhor que seja a tecnologia dispensada, essa conexão á distância não acontece do mesmo jeito.

Já outros, em que a liberdade de estar a quilômetros da empresa, no conforto da nossa casa, ou poder fazer escolhas como ter uma vida nômade, ou ainda, escolher não se estressar com longos deslocamentos, cansativos e desgastantes… São apenas alguns exemplos de experiências que também são únicas e que só são possíveis dentro do modelo remoto.

E não só um líder, como todos nós enquanto profissionais precisamos entender o que nos faz bem, o que é apenas falta de adaptação, ou aquilo que para nosso estilo de vida não dá certo, e a partir desse entendimento, fazer nossas escolhas.

Em todos os tipos de trabalhos há vantagens e desvantagens. Desafios a serem enfrentados e vencidos. Ao líder cabe entender e monitorar seu ambiente, localizar em que ponto há algo que começa a estar desgastado, e propor soluções que beneficiem a todos, sendo essa equipe presencial ou remota.

 

E para te ajudar nessa transição e ajustes na liderança, apresento o LIDERAR.

Um curso on-line promovido pela Ong AVRA, com aulas focadas na sua necessidade. Além de encontros com mentores especializados no tema, para tirar dúvidas e trocar experiencias. O que só vai enriquecer a forma de liderar seu time.

Acesse Programa Liderar e conheça todo o conteúdo do curso, quem são os mentores e como o curso pode ajudar na sua carreira.

Visite também a plataforma Liderar, e descubra quais as vantagens em investir em você mesmo.

 

 

Referência:

Material de apoio do curso de Liderança – AVRA